CHUVAS
As chuvas tem uma ação positiva na atmosfera promovendo a instabilidade e remoção de partículas e também ajudam na remoção de gases como o SOx e o NOx. As chuvas agem da seguinte forma: acima do nível de condensação, elas funcionam como agentes agregadores, capturando os particulados como núcleos de condensação, esses núcleos ajudam no desenvolvimento da chuva, pois a colisão entre as pequenas gotículas tenderão a aumentar e formar gotas cada vez maiores que não conseguirão manter-se flutuando na atmosfera e precipitam-se em forma de chuva.
Uma vez em precipitação, inicia-se a remoção por carreamento que é basicamente o mesmo processo que o anterior, mas ocorrendo abaixo do nível de condensação; nesta situação temos a chuva lavando, carregando o material particulado. Quando a atmosfera esta instável o ar tende a subir para altos níveis. Numa região instável, os poluentes serão facilmente suspensos, elevando-se a níveis onde os ventos se encontram mais fortes e constantes, dissipando assim a poluição. Há diferentes tipos de instabilidade e estabilidade, as que formam em baixos níveis podem ser notadas pelo desenho que uma fumaça saindo da chaminé faz. Em condições de estabilidade temos o contrário ou seja, dificuldade na dispersão, a estabilidade em baixos níveis é bem conhecida, pois agravam as inversões térmicas.
INVERSÃO TÉRMICA
A inversão térmica é uma condição meteorológica que ocorre quando uma camada de ar quente se sobrepõe a uma camada de ar frio, impedindo o movimento ascendente do ar, pois ar mais frio é mais pesado e faz com os poluentes se mantenham próximos da superfície. Em um ambiente com um grande número de indústrias e de veículos, como o das regiões metropolitanas, a inversão térmica pode elevar as concentrações de poluentes, podendo ocasionar problemas de saúde. Na inversão térmica, o gradiente da temperatura do ar segue um perfil aproximadamente adiabático, tipicamente de -1ºC/100 m, até determinada altitude, quando há um aumento da temperatura em função da altitude.
Essa inversão no gradiente de temperatura inviabiliza a formação da convecção natural entre essas camadas de ar. A partir de uma altitude maior, a gradiente de temperatura do ar volta a seguir a aproximação adiabática da atmosfera que se estende até altitudes de 10 km. As inversões térmicas podem ocorrer em várias altitudes da atmosfera, as mais preocupantes são as inversões em baixa altura de 100 a 300 metros.
As rádios-sondas são os clássicos instrumentos para obter dados meteorológicos e por meio destas podem ser determinados pressão, temperatura, direção e velocidade do vento, radiação solar dentre outros parâmetros.
A presença de inversão térmica pode ser monitorada através do LIDAR, que identifica as diferentes camadas de temperaturas na atmosfera e consequentemente as possíveis camadas de inversão de temperatura por meio do Laser. Também pode ser utilizado o Radar acústico, que por meio de reflexão das ondas sonoras, obtém importantes informações sobre o perfil vertical de temperatura da atmosfera.
As inversões térmicas que caracterizam a estabilidade do ar em geral são do tipo: inversão frontal, por subsistência e devido à radiação. Os dois primeiros tipos ocorrem na troposfera em altura elevada. De maior interesse para estudo é a inversão térmica por radiação, que se caracteriza pela perda de calor da superfície para as camadas mais baixas da atmosfera principalmente, durante o inverno em noites de céu claro. Neste processo o ar adjacente à superfície se resfria e adquire estabilidade; condições estas que contribuem para intensificar a poluição do ar.
A inversão frontal ocorre em altitude quando duas massas de ar com características termodinâmicas diferentes se encontram e o ar quente é forçado a subir sobre o ar frio, ficando cima dele, forma-se uma camada de ar que não permite a convecção dos gases poluentes para as camadas mais altas da atmosfera. Numa inversão frontal, a um aumento de temperatura por vezes há um aumento do conteúdo de vapor de água. Deste modo, a inversão frontal pode diferir de outros tipos de inversões, em que o aumento de temperatura é geralmente acompanhado de uma rápida diminuição da umidade.
Inversões de radiação: A noite, a superfície da terra se resfria por radiação. O ar em contacto com a superfície da terra torna-se mais frio do que as camadas sobrejacentes. Em condições de vento calmo, o resfriamento estende-se até uma altura relativamente pequena, donde resulta uma inversão de pouca espessura. Estas inversões de radiação ocorrem em noites sem nuvens e com pouco vento. Pode então formar-se nevoeiro matinal (nevoeiro de radiação), se o ar contiver umidade suficiente. Em certas situações pode formar-se geada. Também se verifica radiação a partir dos topos das nuvens à noite. Deste modo pode produzir-se uma inversão de radiação na atmosfera, bem acima da superfície terrestre, isto é, em altitude.
Inversões de turbulência. A turbulência contribui muitas vezes para a ocorrência de inversões. Quando se prolonga por tempo suficiente, verifica-se uma mistura completa do ar nas camadas onde existe turbulência. A turbulência mecânica provocada por edifícios ou montanhas pode obrigar o ar frio de uma inversão de superfície a ser transportado para altitudes superiores. O resfriamento produzido por radiação pode, portanto, estender-se através de uma camada mais espessa de ar. O topo da inversão fica, assim, situado a um nível mais elevado.
Inversões de subsidência. A subsidência encontra-se associada a áreas de altas pressões - anticiclones. A convergência em altitude contribui para o aumento da pressão à superfície, e pode haver descida de camadas inteiras de ar, com muitas centenas de metros de espessura.
Este processo pode ocorrer numa área vasta e é conhecido por subsidência, este efeito está associado à divergência horizontal de massa. O ar subsidente aquece por sofrer compressão adiabática, ao atingir as regiões de pressão mais elevada junto à superfície do globo. Quando na subsidência, descida do ar provocando aumento de temperatura o adiabático, a temperatura do topo é superior à da base, forma-se uma inversão de subsidência.
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